sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Acolhimento

ACOLHIMENTO





Ser acolhedor não é:
Só dar tapinhas nas costas (qualquer político faz isso);
só receber com sorrisos (qualquer bom vendedor faz isso);
só distribuir folhetos (qualquer panfleteiro faz isso);
só abraçar pessoas na hora da alegria (qualquer jogador faz isso na hora do gol);
só cantar cantos alegres (qualquer carnavalesco faz isso);
só dizer palavras agradáveis (qualquer bajulador faz isso e muito bem);
só pregar cartazes (qualquer publicitário faz isso);
só lembrar o aniversário das pessoas (qualquer comerciante faz isso com clientes preferenciais);
só visitar vizinhos (qualquer sacoleira faz isso).

Mas ser acolhedor é:
Sorrir porque se tem luz interior;
tocar pessoas com respeito e carinho, porque se tem afeto;
distribuir folhetos porque transmitem a Palavra de Deus ou mensagem amiga;
abraçar na hora da paz porque no outro habita o Deus da Paz;
cantar, jubilosamente, pela presença de Deus Criador;
dizer palavras agradáveis quando são vindas do Verbo, Deus Salvador;
pregar cartazes para dar brilho ao convívio do irmão;
dar conselhos, à Luz do Espírito Santificado;
visitar os vizinhos, porque se vai ao encontro do irmão.

Ser acolhedor é, sobretudo, assumir a comunidade e, com a comunidade assumir o irmão sem preconceito ou julgamento prévio, com garra, com afeto, mansidão e amor.

Pe Alberto Antoniazzi - Belo Horizonte - Trecho de uma palestra em 1998.




quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Enfermidade, conflito de personalidades.

ENFERMIDADE: um conflito entre a personalidade e a alma.

Este alerta está colocado na porta de um consultório médico.

O resfriado ocorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as emoções.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as dúvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a "criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Os joelhos doem quando o orgulho não se dobra.
O câncer mata quando não se perdoa ou cansa de viver.

E as dores caladas? Como falam em nosso corpo?

A enfermidade não é má: ela avisa quando erramos a direção.
O caminho para a felicidade não é reto:
existem curvas chamadas Equívocos;
existem semáforos chamados Amigos;
luzes de precaução chamadas Família.
Ajudará muito:
ter no caminho uma peça de reposição chamada Decisão;
um potente motor chamado Amor;
um bom seguro chamado Fé;
abundante combustível chamado Paciência.
Mas um maravilhoso Condutor e solucionador chamado DEUS.

(Anotações de uma palestra em Março/2014)



quinta-feira, 29 de maio de 2014

Vaga lua

VAGA LUA, QUE PRATEIA


Encantadora lua, que prateia estas imagens e estas flores e inspira aos elementos a linguagem do amor.
És agora a única testemunha do meu férvido desejo; e àquela que me fascina conta meus frêmitos e suspiros.
Também diz a ela que a distância não é capaz de consolar a minha dor; que, se nutro alguma esperança, esta reside somente no amanhã.
Também diz a ela que dia e noite conto as horas da dor, que uma esperança lisonjeira conforta-me no amor.

(Poeta anônimo/Música por Vicenzo Bellini/Foto: Banco de imagens do Google)

Cantar da Alma

CANTAR DA ALMA

Aquela eterna fonte está escondida, mas bem sei onde tem sua guarida, mesmo de noite.
Sua origem não a sei, pois não a tem; mas sei que toda origem dela vem, mesmo de noite.
Sei que não pode haver coisa tão bela e que os céus e a terra bebem dela, mesmo de noite.
Sei que tão caudalosas são tuas correntes; que céus e infernos regam as gentes, mesmo de noite.
A corrente que desta forma vem é forte e poderosa, eu sei-o bem, mesmo de noite.
Aquela eterna fonte está escondida neste pão vivo para dar-nos a vida, mesmo de noite.

(Tradução extraída de: S. João da Cruz, Obras completas; Ed. Vozes, 1996.)